Nesta terça-feira, 29 de julho, 14 policiais militares foram presos no Ceará, por meio da operação “Kleptonomos”. A motivação para a ordem de prisão seria o envolvimento dos agentes em um esquema de tráfico de drogas. De acordo com as investigações, eles recebiam propina para evitar a ação policial em Messejana, bairro de Fortaleza, facilitando o comércio com os entorpecentes.
A operação foi uma ação do Grupo de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e as investigações sobre o caso foram iniciadas ainda no final de 2022, conforme relato do Ministério Público. Na ação foram cumpridos 34 mandados, sendo 16 de prisão preventiva e outros de busca e apreensão, nas cidades cearenses de Fortaleza, Itaitinga, Maracanaú e Russas, além de Maceió, em Alagoas.
“Ele atuavam com todo aparato da polícia. Estavam no exercício das funções, utilizando as viaturas, utilizando pesquisas nos sistemas policiais. Com essas informações, eles passavam isso para os traficantes e aí ocorria todo tipo de crime”, falou o promotor Adriano Saraiva, coordenador do Gaeco, afirmando que os policiais agiam no momento em que estavam em serviço.
