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Política

Entenda o que pode acontecer se Congresso não votar MP que reorganiza ministérios

Se medida expirar, estrutura atual com 37 ministérios deve ser reduzida para modelo do governo Bolsonaro, com 23 pastas.

No Cariri Tem
Última atualização 31/05/2023 18:50
Por No Cariri Tem
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4 Min Leitura
Foto: Sergio Lima/AFP
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Alvo de intensa negociação entre governo e Congresso, a medida provisória (MP) que reestrutura a Esplanada dos Ministérios precisa ser votada até esta quinta-feira (1º) para não perder a validade.

O texto cria ministérios, como o dos Povos Indígenas, e reorganiza as funções entre as pastas. No entanto, se não for votado no período, todas as medidas deixam de valer.

Nesta quarta (31), penúltimo dia do prazo, o governo intensificou as articulações para conseguir a análise do texto, tanto na Câmara quanto no Senado. No entanto, tem enfrentado resistência e insatisfações de parlamentares.

Entenda abaixo o que está em jogo:

 

O que são as MPs?

As medidas provisórias são editadas pelo presidente da República e entram em vigor assim que são publicadas no Diário Oficial da União (DOU). No entanto, precisam ser aprovadas em até 120 dias na Câmara e no Senado para não expirarem.

A MP da reestruturação do governo foi publicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2 janeiro. No entanto, não é contabilizado o tempo do recesso no Congresso, que só iniciou a legislatura em 1º de fevereiro. Por isso, o prazo vai até o fim do dia desta quinta.

O que diz a MP da reestruturação do governo?

O texto cria novas pastas, conferindo à gestão eleita em 2022 a identidade pensada pelo presidente Lula. O governo atual tem 37 pastas. A gestão de Jair Bolsonaro tinha 23.

Quais ministérios foram criados no governo Lula?

Os ministérios criados pelo governo atual são:

  • Cultura;
  • Relações institucionais, ganhou status de ministério;
  • Igualdade Racial;
  • Gestão e Inovação em Serviços Públicos;
  • Transportes;
  • Povos Indígenas;
  • Previdência Social;
  • Portos e Aeroportos;
  • Planejamento;
  • Pesca e Aquicultura;
  • Mulheres
  • Direitos Humanos e Cidadania
  • Cidades
  • Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
  • Esporte
  • Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
  • Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
  • Secretaria de Comunicação Social, que ganhou status de ministério.

O que acontece se o texto perder validade?

Se a MP não for votada e aprovada pelo Congresso, os ministérios e estruturas criados pelo texto deixam de existir. Assim, passaria a valer o formato do governo anterior, com 23 pastas. Na prática, isso provocaria um problema gerencial, com a remoção e realocação servidores.

Além disso, Congresso precisaria votar um decreto legislativo para disciplinar os efeitos da MP enquanto esteve em vigor. Ou seja, definir o que valia ou não nos atos praticados pelos órgãos extintos. Isso, no entanto, raramente é feito.

Se voltasse à estrutura do governo Bolsonaro, a gestão Lula teria os seguintes ministérios:

  1. Casa Civil
  2. Agricultura, Pecuária e Abastecimento
  3. Ciência, Tecnologia e Inovações
  4. Cidadania
  5. Comunicações
  6. Defesa
  7. Desenvolvimento Regional
  8. Economia
  9. Educação
  10. Infraestrutura
  11. Justiça e Segurança Pública
  12. Meio Ambiente
  13. Minas e Energia
  14. Mulher, Família e Direitos Humanos
  15. Relações Exteriores
  16. Saúde
  17. Trabalho e Previdência
  18. Turismo
  19. Controladoria-Geral da União
  20. Secretaria Geral da Presidência
  21. Secretaria de Governo
  22. Gabinete de Segurança Institucional (GSI)
  23. Advogado Geral da União

 

Existe alguma outra alternativa?

O governo não poderia reenviar uma nova MP ao Congresso com o mesmo conteúdo neste ano. O teor só poderia ser reeditado na forma de um projeto de lei, que não tem validade imediata e precisa ser aprovado na Câmara e no Senado antes de entrar em vigor.

 

Estruturas poderiam ser incorporadas a outras?

 

Ministérios e estruturas que já existiam no governo Bolsonaro continuariam a existir, independentemente de a MP ser aprovada ou não. Caso tenham sido deslocadas para outras pastas, elas voltariam à configuração do final de 2022.

Estruturas criadas pela MP só poderiam ser recriadas por outras normas, como projeto de lei.

G1

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TAGs: CONGRESSO, GOVERNO LULA, MEDIDA PROVISÓRIA, MINISTÉRIOS, política
No Cariri Tem 31/05/2023
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