A taxa de informalidade no Brasil caiu para 37,8% no trimestre encerrado em maio de 2025, o que representa 39,3 milhões de trabalhadores informais. O índice é menor do que o registrado no trimestre móvel anterior (38,1%) e no mesmo período de 2024 (38,6%).
A redução é explicada pela estabilidade no número de trabalhadores sem carteira assinada (13,7 milhões), somada ao crescimento de 3,7% no número de trabalhadores por conta própria com CNPJ em relação ao trimestre anterior e de 8,4% na comparação anual (mais 249 mil pessoas).
O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado chegou a 39,8 milhões, com estabilidade frente ao trimestre anterior e alta de 3,7% na comparação anual.
O contingente de desalentados — pessoas que desistiram de procurar emprego — foi de 2,89 milhões, o menor desde 2016.
“Essa queda pode ser explicada pela melhoria consistente das condições do mercado de trabalho. O aumento da ocupação gera mais oportunidades, percebidas pelas pessoas que estavam desmotivadas”, afirma William.
Entre os dez grupamentos de atividade analisados pela PNAD Contínua, apenas Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais registrou aumento na ocupação em relação ao trimestre anterior. Segundo o IBGE, isso se deve, em parte, ao início do ano letivo, que demanda contratações de professores, cuidadores, cozinheiros e demais profissionais de apoio.
Na comparação com o mesmo trimestre de 2024, cinco setores apresentaram crescimento no número de ocupados:
Indústria Geral (3,9%, ou mais 501 mil pessoas);
Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (3,4%, ou mais 655 mil pessoas);
Transporte, armazenagem e correio (7,0%, ou mais 395 mil pessoas);
Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (3,7%, ou mais 475 mil pessoas);
Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (3,4%, ou mais 625 mil pessoas).
Em sentido oposto, houve redução no setor de Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (3,9%, ou menos 307 mil pessoas).
