Durante julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Alexandre de Moraes afirmou que documentos encontrados em uma investigação revelam indícios de um plano golpista envolvendo integrantes do governo anterior, entre eles o general da reserva Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
“Não é, não é, ministra Cármen, não é razoável achar normal um general do Exército, general quatro estrelas, ministro do GSI, ter uma agenda com anotações golpistas, ter uma agenda preparando a execução de atos para deslegitimar as eleições, para deslegitimar o Poder Judiciário e para se perpetuar no poder”, disse Moraes.
Segundo o ministro, a agenda continha tópicos como “fraude pré-programada”, “mecanismos usados para fraudar” e até a menção a um “escritório que vende algoritmos”. Para ele, as anotações mostram que havia uma preparação para contratar hackers e atacar o sistema eletrônico de votação.
“Essa sequência é muito importante para demonstrar que não são fatos aleatórios, são fatos que foram planejados em órgãos, utilizando ilicitamente, por sinal, órgãos de Estado, para restringir o Poder Judiciário e para se perpetuar no poder, independentemente das eleições”, destacou.
