O Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), tem intensificado ações de policiamento, investigação e uso de tecnologia para reduzir os roubos de celulares e facilitar a devolução dos aparelhos recuperados. De janeiro a agosto de 2025, os registros desse tipo de crime diminuíram 22,6% em todo o estado, passando de 13.851 ocorrências no mesmo período do ano passado para 10.716 neste ano. Os dados são da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp).
A tendência acompanha a queda geral dos Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVPs), que recuaram 23,4% no mesmo intervalo. O secretário da SSPDS, Roberto Sá, destaca que a redução dos roubos de celulares “representa não apenas o valor material, mas também a importância do celular para atividades cotidianas como trabalho, acesso a serviços bancários e comunicação. Mantemos a Operação Meu Celular voltada à desarticulação de grupos especializados nesse tipo de crime”.
Na capital, a queda foi ainda mais expressiva: Fortaleza registrou redução de 25,1% nos oito primeiros meses de 2025, com 7.668 ocorrências, contra 10.238 em 2024.
Programa Meu Celular
A iniciativa do Governo do Ceará busca apoiar a recuperação de celulares e tablets roubados, furtados ou perdidos. O programa reúne uma plataforma digital para cadastro dos aparelhos, operações da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) e ações preventivas da Polícia Militar do Ceará (PMCE).
Para cadastrar o dispositivo, o usuário deve inserir informações pessoais, além de marca, modelo, IMEI e nota fiscal do aparelho. Em caso de roubo, furto ou perda, a ocorrência pode ser registrada diretamente na plataforma, gerando um alerta temporário. Esse alerta permanece ativo até a formalização do Boletim de Ocorrência, que garante o bloqueio definitivo.
A Polícia Civil atua na investigação e localização dos aparelhos, com apoio das operadoras de telefonia. Já a Polícia Militar realiza apreensões durante abordagens, utilizando aplicativo próprio que identifica se o celular possui restrição ativa. Os casos são encaminhados à PCCE, que define o procedimento adequado, como prisão, apreensão ou registro de Termo Circunstanciado de Ocorrência.
