O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, informou que R$ 1,29 bilhão foi devolvido a 2,3 milhões de aposentados e pensionistas que tiveram descontos associativos indevidos em seus benefícios. Desde 24 de julho, data do início dos pagamentos, cerca de sete em cada dez beneficiários aptos aderiram ao acordo de ressarcimento, que está disponível até 14 de novembro.
Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, transmitido nesta quinta-feira (18/9) pelo Canal Gov, Queiroz afirmou: “Aceitando o acordo, fazendo o acordo com o governo, em até três dias depois já recebe a parcela integral corrigida na conta que ele recebe o benefício”. Até 15 de setembro, 99% dos que assinaram já haviam recebido o valor.
O ministro destacou a atuação das agências dos Correios: “Nós esperávamos que apenas 1% ou 2% dos atendimentos fossem presenciais nas agências dos Correios, e temos cerca de 30% dos atendimentos para ressarcimento, para devolução do dinheiro nas agências presencialmente. Isso demonstrou também para a gente que as pessoas querem e precisam ser atendidas presencialmente. Isso vai fazer com que a gente também mude um pouco a visão que a gente tinha do atendimento no INSS”.
O procedimento pode ser feito pelo aplicativo Meu INSS ou presencialmente em 5,2 mil agências dos Correios. Têm direito ao ressarcimento aposentados e pensionistas que questionaram descontos realizados entre março de 2020 e março de 2025 e não obtiveram resposta das associações após 15 dias úteis.
Sobre as investigações, Queiroz declarou: “Essas prisões foram feitas pela Polícia Federal, que foram medidas judiciais autorizadas pelo ministro (do Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, e elas seguem um rito natural. A gente não tem informação nenhuma de como é que é feito, em que fase está, quantas fases haverá ainda e quantas pessoas serão presas, nem quem serão os presos, quais serão os alvos. A gente só sabe pela imprensa”.
Ele acrescentou: “O que nós temos a certeza é que as investigações serão amplas. O presidente me recomendou expressamente que fossem às últimas consequências em busca de saber quem foram aquelas pessoas que fraudaram e lesaram os aposentados, e a gente sabe que vão seguir essas investigações. Agora, vão ser encontrados recursos, vão ser bloqueados, só que isso leva tempo, são demandas judiciais que podem levar meses, anos, e é justamente por isso que nós fizemos um acordo no STF possibilitando a edição de um crédito extraordinário pelo Congresso Nacional para que o governo possa dispor desse dinheiro como uma forma de adiantamento para os aposentados”.
