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No Cariri Tem > Blog > Brasil > Estudo revela que maioria das agressões contra mulheres ocorre diante de testemunhas
Brasil

Estudo revela que maioria das agressões contra mulheres ocorre diante de testemunhas

No Cariri Tem
Última atualização 25/11/2025 08:23
Por No Cariri Tem
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3 Min Leitura
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Uma nova edição do Mapa Nacional da Violência de Gênero aponta que cerca de 3,7 milhões de brasileiras sofreram violência doméstica no último ano. O levantamento mostra que 71% dessas agressões aconteceram na presença de outras pessoas. Em 70% desses casos havia crianças no local, o que representa quase 2 milhões de situações presenciadas por menores.
Mesmo com testemunhas, 40% das vítimas não receberam qualquer ajuda durante a agressão. O estudo é produzido pelo Observatório da Mulher contra a Violência, em parceria com o Instituto Natura e a organização Gênero e Número, e reúne dados para orientar políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero.
“Essa foi a primeira vez em que a pesquisa investigou a presença de outras pessoas no momento da agressão. O fato de 71% das mulheres serem agredidas na frente de outras pessoas, e, dentre esses casos, 7 em cada 10 serem presenciados por, pelo menos, uma criança, mostra que o ciclo de violência afeta muitas outras pessoas além da mulher agredida”, diz Marcos Ruben de Oliveira, coordenador do Instituto de Pesquisa DataSenado, um dos realizadores do estudo.
A pesquisa também contou com a experiência da empresa Nexus e ouviu 21.641 mulheres, de todos os estados e do Distrito Federal, por telefone.
A situação de violência é, para 58% das entrevistadas, recorrente, ocorrendo há mais de um ano, o que indica, segundo a análise dos dados, “a persistência do ciclo de agressões e a dificuldade de rompimento desses vínculos”, causadas ou agravadas pela dependência econômica e pela ausência de redes de apoio.
“Cada situação de violência deixa marcas que ultrapassam o momento da agressão. A pesquisa evidencia que a violência de gênero não é um problema isolado, mas uma questão estrutural que afeta famílias e comunidades e exige uma resposta coletiva, coordenada e permanente, capaz de contribuir para o desenvolvimento do país”, avalia Maria Teresa Mauro, coordenadora do OMV.
Os dados reforçam a importância de fortalecer mecanismos de denúncia, ampliar a rede de acolhimento e garantir suporte psicológico, jurídico e econômico às vítimas. O estudo também aponta a necessidade de campanhas de conscientização que alcancem a sociedade como um todo, inclusive as testemunhas dessas agressões, para que saibam como agir e como oferecer ajuda de forma segura e eficaz. A expectativa é de que os resultados sirvam de base para aprimorar políticas públicas e ampliar a proteção às mulheres em situação de violência doméstica.

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TAGs: VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
No Cariri Tem 25/11/2025
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