Um grupo de entidades de direitos humanos se posicionou contra o novo decreto que substitui a nomenclatura de militares e pessoas lesionadas ou mortas durante intervenções policiais. As organizações exigiram a revogação da medida, assinada no último dia 6, pelo governador Elmano de Freitas (PT), por entenderem que a mudança simboliza “um discurso que trata letalidade como sinônimo de eficiência”.
Em paralelo, o Governo do Ceará oficializou mudança na forma como o Estado trata, juridicamente, mortes decorrentes de ações policiais. Antes, o policial era tratado em inquéritos como “autor” ou “suspeito” e a outra parte como “vítima”. Com a mudança, o agente passa a ser chamado de “interventor” e a outra parte passa a ser denominada como “opositor”.
