Pelo menos seis câmaras municipais do Ceará, em Sobral, Morada Nova, Canindé, Tejuçuoca, Iguatu e Fortaleza, tiveram vereadores ou suplentes envolvidos em investigações relacionadas a suspeitas de ligação com facções criminosas. Os casos resultaram em prisões, afastamentos, cassações e recontagem de votos.
Em Sobral, três vereadores foram presos na terça-feira (11), durante a Operação Omertá, que investiga a atuação de um grupo criminoso no processo eleitoral. Carlos do Calisto (PSB), Mário Vicktor (União Brasil) e Junim do Povo (Podemos) foram afastados dos mandatos.
O vereador Marlon Sobreira (PP) também foi alvo da operação, mas não foi preso. Segundo o Ministério Público do Ceará (MPCE), ainda não foram divulgados detalhes sobre a participação dos parlamentares nas ações investigadas.
A investigação em Sobral também apura possíveis interferências nas eleições de 2024 e 2026.
Em Morada Nova, seis vereadores foram presos sob suspeita de terem recebido financiamento ilícito de campanha da facção Guardiões do Estado (GDE). Os parlamentares também foram afastados dos cargos.
Canindé e Tejuçuoca tiveram vereadores alvos de mandados de prisão em investigações relacionadas a organizações criminosas. Em Canindé, uma vereadora teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral por suspeita de ligação com integrante de facção.
Em Iguatu, houve recontagem de votos depois que os votos de um suplente de vereador foram anulados por suspeita de envolvimento com uma facção criminosa.
Em Fortaleza, um suplente que exercia mandato quando foi julgado teve o cargo cassado pela Justiça Eleitoral. O afastamento, porém, foi revertido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE).
