O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) esclareceu, nesta quinta-feira (27), que a classificação de 89,86% da Área de Proteção Ambiental (APA) da Chapada do Araripe como Zona de Produção não representa autorização para desmatamento ou expansão irrestrita de atividades comerciais e industriais. Segundo o órgão, o Plano de Manejo estabelece regras para organizar os diferentes usos do território e compatibilizá-los com a conservação ambiental.
A APA possui mais de 1 milhão de hectares e abrange 36 municípios do Ceará, Pernambuco e Piauí. O ICMBio informou que continuam valendo normas como a proteção de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais, o licenciamento ambiental, as regras para uso da água e a proteção de espécies ameaçadas. O zoneamento foi elaborado com base em critérios técnicos e em processo participativo, com participação de comunidades, produtores rurais, pesquisadores, organizações da sociedade civil, universidades e órgãos públicos.
A manifestação do ICMBio ocorre após a aprovação do Plano de Manejo e em meio à mobilização de grupos que defendem mudanças nas regras de proteção da Chapada. Neste domingo (30), será realizado um ato em defesa da Chapada do Araripe, a partir das 17h, na Praça Siqueira Campos, no Crato. A mobilização reúne movimentos sociais, coletivos, ambientalistas, trabalhadores e representantes da sociedade civil.
