Uma estimativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta uma redução de R$ 190 milhões no Produto Interno Bruto (PIB) do Ceará, após o tarifaço de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, aos produtos brasileiros.
O decreto assinado nesta quarta-feira (30), impõe uma tarifa adicional de 40%, totalizando 50%. O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), já havia sinalizado que o Estado seria o maior prejudicado no Brasil, já que é o principal exportador. Somente no primeiro semestre de 2025, 51% das exportações cearenses foram para os Estados Unidos.
Na liderança, está a metalurgia que alcançou cerca de US$ 441,3 milhõesem 2024. Em segundo lugar ficou o setor de alimentos, com US$ 112,2 milhões (17% do total), seguido pelo setor de couros e calçados, com US$ 52,6 milhões (8%).
Um grupo, formado por lideranças cearenses e federais, foi criado a fim de combater as decisões do tarifaço. O governador Elmano de Freitas esteve em reunião com o vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin (PSB), para estabelecer a formação do coletivo. O gestor assegura que pretende dialogar com as empresas estadunidenses.
