A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,8% no segundo trimestre de 2025, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este é o menor índice já registrado desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), iniciada em 2012. O resultado representa queda de 1,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (7,0%) e de 1,1 ponto na comparação com o mesmo período de 2024 (6,9%).
O número de pessoas desocupadas caiu para 6,3 milhões entre abril e junho, o que representa 1,3 milhão a menos que no trimestre anterior (queda de 17,4%) e redução de 15,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Já a população ocupada chegou a 102,3 milhões, com aumento de 1,8% no trimestre e de 2,4% (ou mais 2,4 milhões de pessoas) na comparação anual. A taxa de subutilização caiu para 14,4%.
Outros indicadores também bateram recorde no período: a participação da população na força de trabalho atingiu 62,4%, e o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado chegou a 39 milhões. A informalidade recuou para 37,8%, a segunda menor da série. A renda média mensal subiu para R$ 3.477, o maior valor já registrado pela pesquisa. Segundo o IBGE, “o crescimento acentuado da população ocupada no trimestre influenciou vários recordes da série histórica, dentre eles a menor taxa de desocupação”, afirmou Adriana Beringuy, coordenadora da pesquisa.
