A cidade de Juazeiro do Norte passa a contar com a lei denominada de “anti-Oruam”. A medida foi sancionada pelo prefeito Glêdson Bezerra (PODE) e proíbe a contratação de apresentações, com recursos públicos, que contenham apologia ao crime organizado ou ao uso de drogas na presença de crianças e adolescentes.
O objetivo da ação visa regular os eventos que recebem o apoio do poder público e o texto sancionado explica quais ações ficam proibidas. Além disso, caso as normas sejam desrespeitadas, o contrato poderá ser rescindido e uma multa, equivalente a 100% do valor acordado, deverá ser aplicada.
O projeto segue iniciativas semelhantes de outros municípios brasileiros. Em Juazeiro do Norte, a proposta foi apresentada pelo vereador Boaz de Bolsonaro (PL) e o nome faz referência ao rapper Oruam.
Oruam é filho de Marcinho VP, preso por assassinato, formação de quadrilha e tráfico, apontado pelo Ministério Público (MP) como um dos líderes do tráfico de drogas. O rapper tem uma tatuagem em homenagem ao pai e ao traficante Elias Maluco, condenado pelo assassinato do jornalista Tim Lopes.
