Com a aproximação das cerimônias de posse dos prefeitos eleitos, no Ceará, sete nomes estão enfrentando ações movidas pelo Ministério Público, através de pedidos de cassação de mandatos. Entre diversas razões, fazem parte desse grupo, os candidatos eleitos nos municípios de Aracati, Canindé, Choró, Ipu, Limoeiro do Norte, Quixeré e Barroquinha.
A maioria dos casos se enquadra em acusações de abuso de poder político, como aconteceu em Aracati, na chapa formada por Roberta Cardoso (PODE) e Ana Flávia Mello (PODE); em Canindé, com o Professor Jardel (PSB), e Ilomar Vasconcelos (PSB); em Ipú, Milena Damasceno Carneiro (PT), e sua vice, Arlete Mauriceira (PCdoB) são investigadas também por uso de trios elétricos fora do horário permitido com volume superior ao estabelecido, no evento “Farofa da Milena”; e em Barroquinha, com o prefeito Jaime Veras (PSD) e a vice, Carmem Lúcia (PSD), que doaram eletrodomésticos aos eleitores.
Em Choró, o prefeito eleito, Bebeto Queiroz (PSB) está foragido. O político está sendo investigado por compra de votos, e ele teria fornecido cerca de R$ 1 milhão para a campanha de Jardel, eleito em Canindé. Ele já havia passado por uma operação, ficando detido por 10 dias. Numa nova investigação, o prefeito não foi encontrado.
Já na cidade de Limoeiro do Norte, Dilmara Amaral (PRD), e o vice, Francisco Baltazar (PP) estão sendo investigados sob acusações de usar influência política e recursos da prefeitura para conseguir a eleição, como o aumento de servidores temporários e comissionados no ano eleitoral. Em Quixeré, com o prefeito Antônio Oliveira e a vice-prefeita, Francisca Sousa, a situação é semelhante: cerca de 140 servidores temporários foram contratados.