O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Wellington Dias, afirmou nesta terça-feira (22) que o crescimento da classe média no país está relacionado à ascensão de famílias que antes eram beneficiárias do Bolsa Família. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, transmitido ao vivo pelo Canal Gov, em Brasília.
“A classe média está crescendo e boa parte é o público do Bolsa Família que está ascendendo”, disse o ministro.
Segundo o MDS, aproximadamente 1 milhão de domicílios deixaram de receber o benefício em julho após aumento de renda. Desse total, 536 mil famílias cumpriram os 24 meses previstos na Regra de Proteção, mecanismo que permite a permanência temporária no programa mesmo após elevação da renda familiar per capita para valores entre R$ 218 e meio salário mínimo. Durante esse período, as famílias recebem 50% do valor original do benefício.
Além dessas, outras 385 mil famílias deixaram o programa por ultrapassarem o limite de renda previsto pela Regra de Proteção de R$ 759 por pessoa. De acordo com o MDS, essas famílias apresentaram aumento de renda suficiente para o desligamento definitivo do Bolsa Família.
O ministro também destacou a importância de ações voltadas à geração de renda e inclusão produtiva:
“Um dos nossos programas que tem dado muito resultado é o Programa Acredita no Primeiro Passo, que favorece a geração de renda por meio do emprego, do empreendedorismo e da capacitação”, explicou.
Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), 98,8% das 1,7 milhão de vagas com carteira assinada criadas no Brasil em 2024 foram preenchidas por pessoas inscritas no Cadastro Único. Dentre essas, 1,27 milhão (75,5%) eram beneficiárias do Bolsa Família.
O MDS também ressaltou que, caso famílias que tenham deixado o programa voltem a apresentar condição de vulnerabilidade, podem retornar ao Bolsa Família por meio da medida Retorno Garantido, que assegura prioridade no reingresso.
