O bar Caldeira do Inferno, reconhecido como Ponto de Memória pela secretaria de cultura de Brejo Santo, encerrou as atividades nesta sexta-feira (10), após quase 66 anos de funcionamento no centro da cidade.
O estabelecimento foi fundado em 16 de junho de 1960 por Francisco Gomes Feijó, conhecido como Chico de Sinésio, na Praça Dionísio Rocha de Lucena. Inicialmente, o espaço funcionava na mesma estrutura da barbearia do pai do fundador, Sinésio Gomes, com o nome “Ponto Chique”. Em 1970, por sugestão dos clientes, o local passou a se chamar Caldeira do Inferno.
O anúncio do encerramento foi feito por meio das redes sociais do estabelecimento. “Encerramento Bar da Caldeira do Inferno, obrigada Brejo Santo! 66 anos de amor, dedicação e história. Aos amigos que fizeram parte desta história, nossa eterna gratidão”.
Segundo a publicação, o encerramento ocorre por questões de saúde e limitações do fundador que permanece em casa, sob cuidados da família.

Em 21 de agosto, a nossa reportagem esteve em Brejo Santo para gravação do quadro “Cariri em Cada Canto” e entrevistou o fundador do bar. Na ocasião, Chico relatou a origem do estabelecimento e citou a passagem de artistas pelo local, incluindo o cantor Raimundo Fagner.
Ao final da entrevista, Francisco Gomes Feijó destacou a trajetória do estabelecimento e episódios marcantes. “A Caldeira começou pequena, era uma mercearia, e foi crescendo com o tempo. Aqui sempre foi um lugar de conversa, de encontro e de amizade. Muita gente conhecida passou por aqui, como o Fagner, que também esteve na Caldeira e fez parte dessas histórias que ficaram na memória.”
