Os municípios de Brejo Santo e Iguatu estão entre as cidades cearenses com detecção do sorotipo DENV-3 da dengue em amostras analisadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Ceará (Lacen). O registro ocorre em um cenário de aumento dos casos da doença no Estado em 2026.
Segundo o Informe Operacional de Arboviroses da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), publicado em 11 de agosto, o DENV-3 foi identificado em sete amostras coletadas em Brejo Santo e em uma amostra de Iguatu. A circulação do sorotipo também foi registrada em Russas, Fortaleza, Aracati, Caucaia e Camocim.
Apesar da presença do DENV-3, o sorotipo predominante nas amostras analisadas no Ceará é o DENV-2, identificado em 85,7% dos exames. O DENV-1 aparece em seguida, com 13,6%, enquanto o DENV-3 corresponde a 0,7% das amostras.
A Sesa acompanha a circulação do DENV-3 devido à distribuição do sorotipo em diferentes regiões do Estado. A maioria da população não possui imunidade contra esse tipo de vírus, que voltou a circular no Ceará após períodos de predominância registrados em anos anteriores.
Até o início de agosto, o Ceará contabilizou 36.393 notificações de dengue e mais de 11 mil casos confirmados. No mesmo período de 2025, foram registradas 25 mil notificações e 4.856 confirmações, o que representa aumento de 91,7% nos casos notificados e de 172,7% nos casos confirmados.
Os dados são do IntegraSUS, plataforma de transparência da Sesa, e do Informe Operacional de Arboviroses.
O documento aponta que 34 municípios cearenses apresentam incidência classificada como alta ou muito alta para dengue, indicando “cenário de risco para ocorrência de epidemias nesses territórios”.
Em 2026, o Estado registrou 376 casos de dengue com sinais de alarme e 19 casos de dengue grave. Do total, 18 mortes foram confirmadas e cinco óbitos seguem em investigação.
Conforme o informe da Sesa, o aumento da positividade dos exames analisados pelo Lacen começou em 31 de maio e manteve crescimento até a Semana Epidemiológica 29, entre os dias 19 e 25 de julho. O período com maior concentração de casos confirmados ocorreu entre 22 de junho e 1º de agosto.
A Secretaria relaciona o crescimento dos casos à intensificação da circulação viral e da transmissão da dengue em algumas regiões do Ceará.
