Dados do Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf) apontam que o alfabetismo consolidado é maior entre os jovens que trabalham e estudam. Cerca de 65% dos jovens brasileiros de 15 a 29 anos se enquadram na categoria, que representa a capacidade de interpretar textos complexos e lidar com números maiores.
Quando se trata dos jovens que apenas estudam, o índice cai para 43%. Esse levantamento que apresenta a relação entre a alfabetização e a inserção no mercado de trabalho foi realizado com base no Inaf 2024 e divulgado nessa terça-feira (12).
Os números demonstram ainda que, entre os jovens que nem estudam e nem trabalham, o índice de analfabetismo funcional é elevado: quatro em cada dez pessoas se enquadram na situação, isto é, sabem ler e escrever, mas não conseguem entender textos mais complexos.
O estudo aponta ainda os traços da desigualdade social: entre jovens negros, 17% são analfabetos funcionais e só 40% tem alfabetismo consolidado, contra 13% de analfabetismo funcional e 53% de alfabetismo consolidado para jovens brancos.
Na análise de gênero, 42% das mulheres jovens analfabetas funcionais não estudam e nem trabalham. Em muitos dos casos, a razão é a rotina do lar, com filhos e familiares. Enquanto isso, os homens apresentam 17% no quadro de que não estudam e nem trabalham.
