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Lendo: Cármen Lúcia autoriza abertura de inquérito para investigar ministro Milton Ribeiro
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No Cariri Tem > Blog > Brasil > Cármen Lúcia autoriza abertura de inquérito para investigar ministro Milton Ribeiro
Brasil

Cármen Lúcia autoriza abertura de inquérito para investigar ministro Milton Ribeiro

No Cariri Tem
Última atualização 25/03/2022 10:40
Por No Cariri Tem
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5 Min Leitura
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A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (24) a abertura de um inquérito para apurar suspeitas de que o ministro da Educação, Milton Ribeiro, estaria favorecendo pedidos de pastores na liberação de recursos do ministério para prefeituras de aliados. A ministra atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O pedido da PGR foi feito nesta quarta-feira (23) e teve como base a suspeita de que o ministro teria favorecido pedidos de pastores na concessão de verbas públicas. Segundo a procuradoria, o inquérito vai apurar “se pessoas sem vínculo com o Ministério da Educação atuavam para a liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), vinculado à pasta”.

Em sua decisão, Cármen Lúcia disse que a PGR não pode ignorar o que foi narrado nas representações que questionam a conduta do ministro da Educação e que “há de se investigar e esclarecer, de forma definitiva”.

“A indisponibilidade da pretensão investigatória do Estado impede que os órgãos públicos competentes ignorem o que se aponta na notícia, sendo imprescindível a apuração dos fatos relatados, com o consequente e necessário aprofundamento da investigação estatal e conclusão sobre o que noticiado”, disse a ministra.

A ministra escreveu também que tratam-se de “fatos gravíssimos e agressivos à cidadania e à integridade das instituições republicanas”.

“Se dá notícia de fatos gravíssimos e agressivos à cidadania e à integridade das instituições republicanas que parecem configurar práticas delituosas”, afirmou Cármen Lúcia.

“A gravidade do quadro descrito é inconteste e não poderia deixar de ser objeto de investigação imediata, aprofundada e elucidativa sobre os fatos e suas consequências, incluídas as penais”, afirmou a ministra do Supremo no documento.

Nesta segunda-feira (21), o jornal “Folha de S.Paulo” divulgou um áudio em que Milton Ribeiro diz que repassa verbas a municípios indicados pelos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura. A declaração teria sido dada durante uma reunião do ministro com prefeitos.

Cármen Lúcia negou a realização de uma perícia no áudio de Milton Ribeiro.

A ministra autorizou a tomada de depoimentos de:

  • Milton Ribeiro;
  • Gilmar Santos;
  • Arilton Moura;
  • Nilson Caffer;
  • Adelícia Moura;
  • Laerte Dourado;
  • Doutor Sato e Calvet Filho.

 

Cármen Lúcia ainda estabeleceu que o Ministério da Educação e à Controladoria-Geral da União (CGU) prestem explicações, em 15 dias, sobre cronograma de liberação das verbas do Fundo Nacional.

Bolsonaro

Em outra frente, a ministra Cármen Lúcia, também encaminhou à Procuradoria-Geral da República um pedido de investigação contra o presidente Jair Bolsonaro dentro do mesmo caso que envolve envolve o ministro da Educação.

A ministra determinou que a PGR se manifeste em 15 dias sobre as acusações contra Bolsonaro feita em notícia-crime do deputado Alencar Santana Braga, do PT.

O pedido de inquérito da PGR não tem como alvo o presidente Bolsonaro. A ministra destacou que, diante da gravidade dos fatos, é imprescindível a investigação de todos os envolvidos, não só o ministro.

“Assim, pela gravidade dos fatos subjacentes ao que expresso pelo Ministro de Estado e que levaram o Procurador-Geral da República a pedir a esse Supremo Tribunal Federal abertura de inquérito para averiguar a veracidade, os contornos fáticos das práticas e suas consequências jurídicas, tem-se por imprescindível a investigação conjunta de todos os envolvidos e não somente do Ministro de Estado da Educação”, afirmou Cármen Lúcia.

O procedimento adotado pela ministra é praxe na Corte e está previsto nas regras internas do tribunal. Pela Constituição, cabe ao Ministério Público avaliar se há necessidade de investigar o caso e de propor, por exemplo, providências na Justiça.

Se concluir que é preciso avaliar os fatos antes de propor inquérito, a PGR pode abrir a chamada notícia de fato, uma apuração preliminar do que ocorreu.

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TAGs: bolsonaro, CÁRMEN LÚCIA, MINSTRO DA EDUCAÇÃO, STF
No Cariri Tem 24/03/2022
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