A Justiça Eleitoral começou a determinar a retirada do sobrenome “Bolsonaro” de nomes de urna de candidatos que não possuem parentesco com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Decisões do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) e do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) obrigaram dois candidatos a alterar a identificação usada nas urnas eletrônicas.
No Rio de Janeiro, o candidato do PL a deputado federal Renato de Araújo Corrêa foi impedido de concorrer como “Renato Araújo do Bolsonaro”. O TRE-RJ entendeu que a utilização do nome poderia levar o eleitor a acreditar que havia vínculo familiar com o ex-presidente. Caso a candidatura seja mantida e o nome não seja alterado, ele deverá aparecer na urna com seu nome civil.
Em Mato Grosso, a candidata do Novo a deputada estadual Flaviane Ramalho de Oliveira também teve negado o pedido para usar “Flaviane do Bolsonaro” como nome de urna. Ela alegou que a expressão representava sua identificação política, mas o TRE-MT considerou que não havia comprovação de que ela já era conhecida dessa forma antes da eleição. A candidata deverá utilizar o nome “Dr.ª Flaviane Ramalho”.
As decisões ocorrem após manifestações do Ministério Público Eleitoral contra registros que utilizam referências a líderes políticos sem comprovação de vínculo familiar ou de reconhecimento público anterior.
Outros candidatos que incluíram “Bolsonaro” no nome de urna ainda aguardam análise da Justiça Eleitoral. Entre eles estão registros como “Alessandro Bolsonaro”, no Distrito Federal; “Negona do Bolsonaro”, no Rio de Janeiro; “Rodrigo Bolsonaro”, no Rio Grande do Norte; “Bruno Bolsonaro Scheid”, em Rondônia; e “Fabiana Bolsonaro”, em São Paulo.
No campo político ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Ministério Público Eleitoral também questionou o uso do nome “Cadu de Lula” pelo candidato do PT ao Governo do Rio Grande do Norte, Carlos Eduardo Xavier. A Procuradoria defende que ele concorra como “Cadu Xavier”.
