Candidatos com forte votação nas Eleições 2026, ligados à região do Cariri, não conseguiram garantir uma vaga na Câmara dos Deputados ou na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece). Entre os nomes que tiveram destaque nas urnas estão Sandrinha Cavalcante, Lukão e Professora Zuleide.
O resultado está relacionado ao sistema proporcional, utilizado nas eleições para deputado federal e deputado estadual. Nesse modelo, as cadeiras não são distribuídas exclusivamente de acordo com a votação individual de cada candidato. Primeiro, os votos válidos são utilizados para calcular o quociente eleitoral e definir quantas vagas caberão a cada partido ou federação. Depois, as cadeiras são preenchidas pelos candidatos mais votados dentro das respectivas legendas, seguindo as regras eleitorais.
Por isso, um candidato pode receber uma votação superior à de concorrentes que foram eleitos e, ainda assim, não conquistar uma cadeira, caso seu partido ou federação não obtenha vagas suficientes na distribuição proporcional.
Na disputa para deputado federal, Sandrinha Cavalcante (Cidadania) recebeu 43.784 votos no Ceará e terminou como não eleita. Lukão (Cidadania) obteve 35.366 votos e também ficou fora da composição da bancada cearense na Câmara dos Deputados. Os dois integraram a federação formada por PSDB e Cidadania, que não conseguiu eleger representante para a Câmara no Estado.
Já para deputada estadual, Professora Zuleide (PSOL) conquistou 25.075 votos, sua maior votação em uma eleição para o cargo, mas não alcançou uma das 46 cadeiras da Assembleia Legislativa do Ceará. Ela terminou na 73ª colocação entre 351 candidatos.
Os resultados evidenciam uma característica do sistema proporcional: uma votação individual expressiva não é, isoladamente, garantia de eleição. O desempenho da legenda ou federação também é determinante para a distribuição das cadeiras.
