O Nordeste alcançou R$ 60,5 bilhões em patrimônio administrado no primeiro semestre de 2026, registrando crescimento de 9,4% em relação ao fim de 2025. Com o resultado, a região ultrapassou o Sul, que contabilizou R$ 55,9 bilhões, e passou a ocupar a segunda posição no ranking nacional, atrás apenas do Sudeste.
Os dados são da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) e mostram que o avanço nordestino ocorreu na contramão do cenário nacional, que apresentou queda de 1,9%, totalizando R$ 533,3 bilhões.
A participação do Nordeste no mercado brasileiro passou de 10,2% para 11,3%, representando um acréscimo de aproximadamente R$ 5,2 bilhões no semestre. Já o Sudeste, líder do ranking, registrou uma redução de R$ 14,8 bilhões, encerrando o período com R$ 407,5 bilhões.
No cenário nacional, a renda fixa continua concentrando a maior parcela dos investimentos, com 44% do total. Enquanto isso, a renda variável avançou 6,2%, chegando a R$ 185,5 bilhões. Segundo a Anbima, o movimento pode indicar uma preparação dos gestores para uma possível redução das taxas de juros.
O levantamento também aponta crescimento de 9,4% no número de clientes atendidos por gestores de patrimônio, chegando a 40.043. Para Felipe Romcy, CEO da cearense Aplix Capital, os resultados refletem uma mudança no mercado financeiro, mostrando que o desenvolvimento de negócios competitivos não está restrito ao Sudeste.
