Um fóssil de araucária com cerca de 120 milhões de anos recebeu o nome científico Araucaria benignae, em homenagem à Bem-aventurada Benigna Cardoso da Silva, jovem mártir do Cariri.
Nascida em Santana do Cariri, Benigna morreu aos 13 anos ao resistir a uma tentativa de violência. Sua história de fé e resistência ganhou reconhecimento nacional e, em 2022, ela foi beatificada pela Igreja Católica.l
Agora, seu nome passa a fazer parte da nomenclatura científica internacional. O termo benignae, em latim, significa “de Benigna” ou “dedicada a Benigna”.
A nova espécie foi identificada em uma pesquisa sobre a flora do Cretáceo da Bacia do Araripe, envolvendo pesquisadores e instituições brasileiras e europeias. O estudo amplia o conhecimento sobre as antigas araucárias que existiram na região há milhões de anos.
Um detalhe torna a homenagem ainda mais especial: o holótipo, exemplar usado como referência para a descrição da espécie, permanece em Santana do Cariri, no Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, sob o registro MPSC PL 5937.
O fóssil faz parte do conjunto de materiais repatriados da França em 2024.
Assim, Araucaria benignae aproxima dois patrimônios de Santana do Cariri: a riqueza paleontológica da Bacia do Araripe e a memória da jovem Benigna, cujo nome agora também permanece registrado na história da ciência.
