A fé que ajudou a construir Juazeiro do Norte acaba de receber um dos maiores reconhecimentos culturais do país. Nessa quarta-feira, 10, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) aprovou o registro dos Lugares Sagrados de Juazeiro do Norte como Patrimônio Imaterial do Brasil. Entre os locais contemplados pelo registro estão a Basílica Santuário Nossa Senhora das Dores, a Capela do Perpétuo Socorro, a Igreja do Bom Jesus do Horto, a Serra do Horto e a Estátua do Padre Cícero, além dos caminhos percorridos pelos romeiros e das expressões culturais associadas às romarias.
A conquista representa um marco histórico para a cidade e para milhões de romeiros que, há mais de um século, mantêm viva a devoção ao Padre Cícero e fazem de Juazeiro do Norte um dos principais destinos de fé e peregrinação da América Latina.
O trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos, envolveu pesquisadores, representantes da Igreja Católica, da Universidade Regional do Cariri (URCA), do IPHAN, da Prefeitura de Juazeiro do Norte e da comunidade romeira. O processo reuniu pesquisas, estudos, registros históricos e relatos que demonstraram a relevância cultural, social e espiritual desses lugares para o Brasil.
Para o secretário de Cultura de Juazeiro do Norte, Renato Wilamis, a decisão representa a consagração de um patrimônio construído pela fé popular. “São espaços que guardam a memória, a devoção e a história de milhões de pessoas que têm no Padre Cícero uma referência de fé. Esse reconhecimento assegura a preservação desses lugares e reforça sua importância para a formação da identidade cultural de Juazeiro do Norte e do Brasil”, destaca.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Romaria (SEDETUR), Wilson Soares, ressalta o significado da conquista para a cidade e para os romeiros. “Esta é uma conquista histórica construída por muitas mãos. O reconhecimento do IPHAN confirma aquilo que os romeiros já sabem há décadas: Juazeiro do Norte é um território sagrado de fé, esperança e devoção. É um patrimônio que pertence ao Brasil e que agora passa a contar com o reconhecimento oficial da sua importância cultural”, afirma.
