O Brasil abriu 121.305 vagas de trabalho com carteira assinada em setembro de 2026, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira (4) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado considera 2,21 milhões de contratações e 2,09 milhões de demissões. Com isso, o país chegou a 48,3 milhões de vínculos formais. No acumulado de janeiro a setembro, foram criados 1,24 milhão de postos de trabalho.
Entre os setores econômicos, Serviços liderou a geração de empregos, com 81.241 novas vagas, seguido pela Indústria (19.285), Comércio (15.697) e Construção (9.468). A Agropecuária foi o único segmento com resultado negativo, registrando o fechamento de 4.381 postos.
Regionalmente, o Nordeste apresentou o maior saldo, com 49.142 empregos criados, à frente do Sudeste (39.404), Norte (14.748), Sul (9.949) e Centro-Oeste (7.894). Entre os estados, São Paulo liderou em números absolutos, com 19.391 vagas, seguido por Pernambuco (13.371) e Alagoas (11.110).
As mulheres ocuparam a maior parcela dos novos postos, com saldo de 62.989 vagas, contra 59.129 entre os homens. Jovens de até 24 anos concentraram o maior número de contratações líquidas, com 106.293 postos. Pessoas com ensino médio completo também se destacaram, com saldo de 82.818 vagas.
O salário médio real de admissão chegou a R$ 2.429,41 em setembro, alta de 1,88% em relação ao mesmo mês de 2025. Para trabalhadores considerados típicos, a média foi de R$ 2.480,24, enquanto entre os não típicos ficou em R$ 2.054,61.
