As inscrições para o mutirão “Meu Pai Tem Nome”, voltado ao reconhecimento voluntário e à investigação de paternidade ou maternidade, foram prorrogadas até o dia 24 de julho. A ação é realizada pelo Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege) em parceria com as Defensorias Públicas dos estados.
No Ceará, o cadastro deve ser feito exclusivamente pela internet, por meio do site da campanha. A iniciativa atende moradores de Fortaleza, Juazeiro do Norte, Crato, Barbalha e Sobral. Até o momento, 171 inscrições foram registradas.
O mutirão reúne dois tipos de atendimento. O primeiro é o reconhecimento voluntário de paternidade, realizado por meio de conciliação extrajudicial, quando o pai declara espontaneamente a filiação. Nos casos envolvendo filhos menores de idade, a mãe ou responsável legal deve acompanhar o atendimento. Pessoas maiores de 18 anos podem comparecer acompanhadas apenas do pai.
A segunda modalidade é a investigação de paternidade, destinada aos casos em que é necessário ingressar na Justiça para formalizar o reconhecimento da filiação e incluir o nome do pai no registro de nascimento.
Durante a ação, também serão realizados atendimentos para mães de crianças sem registro paterno e para pessoas adultas que buscam o reconhecimento da paternidade, além de audiências de mediação e conciliação.
Dados da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) apontam que, nos cinco primeiros meses de 2026, mais de 71 mil crianças foram registradas no Brasil sem o nome do pai na certidão de nascimento. Em 2025, foram contabilizados 174.031 registros apenas com o nome da mãe.
No Ceará, 3.280 crianças foram registradas sem o reconhecimento paterno em 2026. Em 2025, o estado teve 7.996 registros realizados somente com o nome da mãe.
