Oficiais de justiça tentam há mais de um mês cumprir a determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), para intimar o deputado federal Mário Frias (PL-SP) a prestar esclarecimentos sobre supostas irregularidades na destinação de emendas parlamentares a empresas da produtora artística responsável pelo filme Dark Horse, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em 21 de março, o ministro Flávio Dino deu cinco dias para que o parlamentar respondesse à denúncia apresentada pela deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP). Tabata afirma que Frias destinou ao menos R$ 2 milhões à organização não governamental (ONG) Academia Nacional de Cultura (ANC), presidida por Karina Ferreira da Gama.
Karina também é responsável por outras entidades e empresas, como o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Go Up Entertainment, que produz o filme biográfico sobre Bolsonaro, previsto para estrear nos cinemas em meados de setembro, semanas antes do primeiro turno das eleições.
De acordo com os autos da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 854, a oficial de Justiça Federal designada para intimar Frias esteve no gabinete do deputado na Câmara dos Deputados, em Brasília, pelo menos três vezes entre março e abril. Em todas as ocasiões, assessores informaram que Frias estava em São Paulo, em compromissos de campanha, e não mostraram “interesse em informar a agenda do parlamentar”.
